Personal chef: profissional cada vez mais requisitado

Chef in loco
22/03/2017 - 11:56:51
Equipe Chef in Loco

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Imagine organizar uma festa em sua casa ou um almoço na empresa e ter que se preocupar não só com a lista de convidados, música e decoração, mas também com as compras no supermercado, harmonizar comidas e bebidas e pensar qual a sobremesa ideal para agradar a todos. Parece complicado, e é. Por isso a agenda dos personal chefs estão cada vez mais lotadas. Responsáveis por criar um menu personalizado e transformar o ambiente, como se o convidado estivesse mesmo em um restaurante, em um clima mais intimista, são cada vez mais requisitados para eventos deixando os anfitriões livres para interagir e receber os convidados com a devida atenção que merecem.

O interesse pela gastronomia aumentou nos últimos anos. Comer bem passou a ser prioridade de muitas pessoas e os chefs de cozinha atualmente são verdadeiras personalidades. Sendo assim, além de um evento memorável com pratos saborosos, sua recepção pode ganhar ainda uma atração a mais, já que esses profissionais ainda oferecem a chance de cozinhar e finalizar as receitas na frente o público. Tudo isso sem fila, sem longas esperas pelo atendimento e receitas personalizadas.

De olho nesse crescimento de demanda, o consultor de gastronomia e chef Ari Cardoso concilia seus serviços de consultoria com os jantares personalizados. “A gastronomia aproxima pessoas e nos traz de volta muitas memórias. Uma comida de qualidade em um evento é a chance de deixar aquela data marcada para sempre na mente dos convidados”, diz. Além disso, Ari destaca que atualmente, com a gastronomia em evidência, as pessoas estão cada vez mais exigentes e o jantar muitas vezes é o ponto alto da reunião. “Os convidados vão lembrar com carinho daquela ocasião. Uma boa comida, ninguém esquece”, diz.

Para o chef Ari Cardoso, quanto mais personalizado um almoço ou jantar, maior a chance de agradar: "Comer bem passou a ser prioridade".

Ari começou a carreira como ajudante de cozinha e passou por várias posições nos bastidores de um restaurante. Em um estabelecimento ou em um jantar para poucos e bons, uma das grandes dificuldades é agradar todos os envolvidos. “É um desafio porque sempre tem alguém que não vai gostar. Por exemplo, 90% gosta da carne bem passada, mas 10% gosta dela mal passada. Mas quanto mais personalizado, com menos convidados, mais fácil agradar”, diz ele.

Com experiência de quem já cozinhou para um pequeno número pessoas mas também já elaborou um cardápio para um público de 7 mil pessoas, Ari ressalta que o personal chef precisa ter acima de tudo, jogo de cintura. “Tem que saber improvisar. A logística e o tempo às vezes são inimigos. Antes de preparar o jantar é essencial estudar o cliente e conhecer o espaço do evento, que não precisa ter uma estrutura sofisticada para receber o chef”, conta. Entre as tendências gastronômicas da vez em ocasiões como almoços empresariais, aniversários e casamentos, Ari destaca as receitas funcionais, que estão na lista das mais pedidas. “Quanto mais natural, sem produtos químicos, melhor. Somos o que comemos e as pessoas estão atentas a isso”, diz.

Ainda na faculdade de Gastronomia, os amigos convidavam a chef Dulce Andrade para preparar os pratos e organizar o churrasco e as festas. “Sempre fiz por hobby. Mas quando me formei coincidentemente perdi o emprego e veio a ideia do trabalho como personal chef e deu muito certo”, conta.

Junto com sua equipe, a chef deixa tudo mais fácil para o cliente. Leva utensílios, alimentos semi-prontos e finaliza tudo na casa do cliente, além de servir e recepcionar os convidados para que os donos da festa aproveitem ao máximo o momento.

O cardápio é personalizado, de acordo com as sugestões de Dulce ou do próprio anfitrião. “Observo que os pratos são escolhidos muito de acordo com as estações. No verão as pessoas querem churrasco. Já em um jantar, pratos a base de frutos do mar. No inverno, o serviço preferido é o roda de boteco, agora no Inverno muita Roda de boteco, já no jantar, o prato sensação nos últimos dois anos é o Bobó de costela com Palmito”, conta.
Dulce leva suas receitas para diferentes ambientes, desde os aniversários, churrascos de faculdade , e encontro de amigos até as festas de empresas , jantares informais de família.

Os valores variam de acordo com o evento e tem como quantidade mínima 25 pessoas, sem um número máximo. O cliente tem que ter a estrutura básica, mas nada profissional. Durante semana acontecem os eventos empresariais e no final de semana é a vez das festas e comemorações pessoais.

O empresário Carlos Vitor Lazagnoli costuma contratar os serviços da chef Dulce Andrade para as festas em sua empresa: "É mais gostoso e barato"
Quem não dispensa os serviços de Dulce, é o empresário Carlos Vitor Lazagnoli. É Dulce a responsável por deixar as comemorações ainda mais especiais, como o almoço de cinco anos da empresa. “Ela já fez vários eventos aqui como nossa confraternização de final de ano e café da manhã. É muito cômodo porque não posso fechar a empresa e assim todos podem participar, e se chegar algum cliente, estamos aqui. Não tem hora pra entrar e sair e temos mais liberdade. Além disso, o valor é bem mais em conta. Um almoço de qualidade em um bom restaurante sairia muito mais caro e ainda tem que pensar no deslocamento da equipe”, explica.

Comidas e drinques
Quem também se especializou nesse nicho é o chef Hudson Bernabé. Ele, que aos 20 anos foi morar sozinho nos Estados Unidos e aprendeu a cozinhar na marra, se formou em gastronomia em 2011. Logo começou a trabalhar com o trabalho externo. “Já existem muitos restaurantes em Vitória. Tem muita concorrência e o público é quase o mesmo. Prefiro personalizar o meu trabalho e jamais seria possível fazer isso em um restaurante ou casa de festa”, afirma.

Ele, que comanda o buffet 3 chefs, gosta de preparar tudo ao vivo, na frente dos convidados. “É uma moda que surgiu a partir das cozinhas americanas. O público interage com o chef”, diz.

O serviço pode ser feito para duas pessoas, em um jantar romântico, por exemplo, até 300 pessoas, por questões de logística, segundo Hudson. Entre os casos mais curiosos, está um churrasco para 80 pessoas com 12 horas de duração. “Fiz o churrasco, mas aí a festa foi rolando e eles pediram para fazer uma paella e depois virou uma roda de boteco. Tinha cinco pessoas na cozinha e o anfitrião já tinha os ingredientes, combinamos tudo na hora. O que era um serviço de quatro horas se transformou em 12 horas na cozinha”, relembra.


Além de oferecer menus diferenciados, o chef Hudson Bernabé criou, há seis anos, um serviço de open bar.

Além da comida, Hudson decidiu investir ainda mais em um trabalho personalizado e criou há seis anos o Double Shot, um serviço de Open Bar. “Observei que o mercado oferecia muita coisa com leite condensado, frutas, mas nada da coquetelaria internacional. Temos uma carta de 60 drinques e o anfitrião escolhe entre seis e oito opções, mas as pessoas vão direto nos clássicos”, conta. De festas íntimas para 10 pessoas, até formaturas, tudo pode ser personalizado, incluindo o balcão onde os bartenders montam os drinques. Dá para se deliciar com receitas saborosas e profissionais, de acordo som seu gosto, se divertir com os convidados e curtir o momento, sem ter a preocupação de ter que organizar toda a bagunça após o final da festa.


Fonte: http://www.gazetaonline.com.br/_conteudo/2016/06/bem_estar_e_saude/revista_ag/3949790-personal-chef-profissional-cada-vez-mais-requisitado.html



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